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Posts Tagged ‘David Ogilvy’

David Ogilvy foi um dos publicitários mais conhecidos do mundo e até hoje os escritórios com sua marca estão entre os mais importantes do mundo. É inegável que David deixou um legado mas o que ele também deixou foi uma teoria que dá no saco de muito redator: a ideia de que colocar a palavra “não” em uma chamada ou slogan traz um aspecto negativo para quem lê. Aí alguns clientes ficaram sabendo disso e resolveram tomar isso como lema eterno e imutável, o que faz com que muito texto bom seja jogado no lixo por conter a tal palavrinha, mesmo que de forma totalmente coerente. Já eu, acho que é importante avaliar caso a caso. Quando perguntam minha opinião a respeito, sempre lembro do mote da Brastemp “não é assim uma Brastemp” que é um dos temas de campanha que mais renderam na história brasileira, que todo mundo ama e que até virou bordão popular  quando se quer expressar que alguma coisa não é tão boa. Tudo isso só foi possível por causa da querida palavrinha NÃO. O problema ficou maior ainda quando muita gente resolveu ir além e defender que qualquer termo considerado negativo, ruim, não deve ser usado. E eu fiquei pensando sobre tudo isso depois do estouro dos Pôneis Malditos. Quer tema mais negativo que a palavra “malditos”? E mesmo assim a campanha deu super certo. Todo mundo deu risada, passou para frente, cantou a música, fez paródia e ajudou a viralizar a ideia.

Aí lembrei então de um comercial da Honda que ganhou o Grand Prix de Cannes uns anos atrás e que é todo baseado em um dos sentimentos mais negativos que existem: o ódio.

A ideia de transformar o ódio em uma coisa boa foi simplesmente genial. Afinal, quando você odeia alguma coisa você tem mais vontade de mudá-la e de criar algo melhor. Sorte a nossa que a Honda não levou a ferro e fogo o que David Ogilvy falou há tantos anos atrás, senão o mundo perderia essa peça brilhante. E perderia também o slogan mais bem sucedido de MasterCard, “Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe mastercard”. Então, vamos deixar um pouco a facilidade de se basear em regras de lado e lembrar que criatividade quando vira receita, morre?

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