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Archive for 19 de setembro de 2011

Eu estava em casa, assistindo ao intervalo da novela das nove da Globo quando, de repente, comecei a ver o logo do Google Chrome e a interface do Gmail na tela da TV. Interrompi a conversa com meus pais como se estivesse diante de uma vinheta do Plantão da Globo. Terminei de assistir o comercial boquiaberta, como se fosse grande coisa. Mas não é mesmo?

A gigante da Internet finalmente se rendeu à publicidade tradicional. Por muito tempo, ouvi dizer que o Google não precisava de propaganda. Claro, muito do que foi conquistado não teve um só tostão gasto nessa área. Mas depois de tanto investir em inovação, o Google percebeu que podia conquistar um público que usa a internet, mas que só usa o Google como ferramenta de busca e nada mais. Lógico que nós, que passamos horas a fio na Internet, conhecemos há tempos o Google Chrome. Mas e aqueles que não usam a Internet como instrumento do trabalho? Como eles mudariam de navegador?

Taí a solução:

O comercial é bonitinho, mas não tem nada de tão criativo. É só um modo de mostrar como os produtos do Google estão presentes na vida das pessoas.

Ps: olha aí, outra mídia tradicional já usada pelo Google. Outdoor no Metrô de SP.

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David Ogilvy foi um dos publicitários mais conhecidos do mundo e até hoje os escritórios com sua marca estão entre os mais importantes do mundo. É inegável que David deixou um legado mas o que ele também deixou foi uma teoria que dá no saco de muito redator: a ideia de que colocar a palavra “não” em uma chamada ou slogan traz um aspecto negativo para quem lê. Aí alguns clientes ficaram sabendo disso e resolveram tomar isso como lema eterno e imutável, o que faz com que muito texto bom seja jogado no lixo por conter a tal palavrinha, mesmo que de forma totalmente coerente. Já eu, acho que é importante avaliar caso a caso. Quando perguntam minha opinião a respeito, sempre lembro do mote da Brastemp “não é assim uma Brastemp” que é um dos temas de campanha que mais renderam na história brasileira, que todo mundo ama e que até virou bordão popular  quando se quer expressar que alguma coisa não é tão boa. Tudo isso só foi possível por causa da querida palavrinha NÃO. O problema ficou maior ainda quando muita gente resolveu ir além e defender que qualquer termo considerado negativo, ruim, não deve ser usado. E eu fiquei pensando sobre tudo isso depois do estouro dos Pôneis Malditos. Quer tema mais negativo que a palavra “malditos”? E mesmo assim a campanha deu super certo. Todo mundo deu risada, passou para frente, cantou a música, fez paródia e ajudou a viralizar a ideia.

Aí lembrei então de um comercial da Honda que ganhou o Grand Prix de Cannes uns anos atrás e que é todo baseado em um dos sentimentos mais negativos que existem: o ódio.

A ideia de transformar o ódio em uma coisa boa foi simplesmente genial. Afinal, quando você odeia alguma coisa você tem mais vontade de mudá-la e de criar algo melhor. Sorte a nossa que a Honda não levou a ferro e fogo o que David Ogilvy falou há tantos anos atrás, senão o mundo perderia essa peça brilhante. E perderia também o slogan mais bem sucedido de MasterCard, “Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe mastercard”. Então, vamos deixar um pouco a facilidade de se basear em regras de lado e lembrar que criatividade quando vira receita, morre?

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